Foto aérea da praça da Matriz no Centro de Caucaia

Notícias do Município

Notícia Publicada em 19/5/2017 | 128 visualizações.


Dia das Mãe: Filhos do artesanato

Encerrando a série de reportagens especiais sobre a maternidade, conheça a história da Nina Artesã. Ela é a síntese das mães de Caucaia: empreendedora, visionária, feliz e apaixonada pelos filhos. “Ser mãe é amar verdadeiramente”, sintetiza.

 

Do material colhido nas ruas surgem flores. Bonecas ganham vida no crochê enquanto o tempo passa pela brisa da lagoa do Itambé e inspira toda arte. As cores da confecção de toalhas mudam a paisagem do bairro. Calçados adquirem a essência de novos formatos. E o que antes era vazio recebe formas. A alegria do invento feito das mãos da Maria Francisca da Silva Teixeira, a Nina Artesã, contagia quem chega. Sob o “Nim Indiano” às margens da lagoa, ela tira o sustento do artesanato.

 

Foi da necessidade de criar os seis filhos que ela descobriu na arte manual um motivo para amar e viver. Nina transforma o papel EVA em corações, preenche de gratidão as bolsas de palha de milho, e descobre o amor pelas coisas e converte jeans em bichinhos. As garrafas pet criam asas de bons personagens, a estopa preenche o vácuo de corpos de pano, a casca do coqueiro dá lugar a ornamentos e as telhas ganham funções decorativas. As cerâmicas viram raízes para flores, o pano de chão realça desenhos no teto que encantam os frequentadores da Feira da Economia Popular e se deparam com a produção da Artesã.

 

Após separar-se de marido, Nina teve que viver com os três primeiros filhos. A luta foi grande. Ela não sabia fazer nada. Virou diarista e garçonete. Mas a dificuldade de deixar filhos em casa prejudicou a continuidade dos trabalhos. Procurando emprego no Centro de Caucaia, ela recebeu um panfleto de um curso gratuito de artesanato. Foi quando tudo mudou. “Todo dia era uma batalha para eu fazer esse curso. Tinha que deixar e pegar os meninos na escola, mas consegui. Não sabia nem pegar numa tesoura direito, mas com o curso foi amor à primeira vista. Foram cinco dias que significaram tudo para mim”, recorda.

 

Comprar o material e fabricar as primeiras flores de emborrachado foi um grande desafio. A família ajudou. “Comecei a vender as primeiras peças como presente do Dias das Mães. Coloquei uma mesinha aqui na minha rua e vendi bastante. Fiquei muito feliz”, remonta, enquanto lembra que para incrementar o negócio precisou de novidades.

 

Fez novas capacitações e amizades com quem já era da área. “De 2005 até agora, eu fiz 15 cursos”, contabiliza. Através de uma amiga da Jurema, em 2010, conheceu a Feira do Microempreendedor e participou das primeiras reuniões organizadas pela Secretaria Municipal do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Setem). Cadastrou-se e começou a participar das feiras. “Fiquei ainda mais conhecida e fazia tudo com muito amor”, comenta.

 

Depois que começou a frequentar a feira, Nina mudou seu posicionamento de ver o negócio. As amizades impulsionaram a vontade de produzir ainda mais peças. “Foi muito bom porque tive mais conhecimento e visitei mais locais onde posso vender as minhas coisas. Deu mais oportunidade para crescer”, frisa. “O artesanato para mim representa tudo. Serviu até como terapia nos momentos mais difíceis da minha vida. Gosto muito das feiras, de estar no meio do povo vendendo minhas coisas, mostrando meu produto...”, emociona-se. “É no artesanato que me seguro para não sair do controle das coisas. Quando chego e sento e inicio o trabalho parece uma paz para mim.”

 

Até hoje, os filhos são criados com os recursos da confecção do artesanato. Wesley, de 23 anos, foi o primeiro filho. Chegou quando Nina tinha 16 anos. O segundo foi Eike, de 18 anos, e depois vieram Michael (16), Ezequiel (15), Gabriel (10) e Ester (4). “Ser mãe é deixar de comer para dar para eles. Ser mãe é dormir na rua para colocar eles debaixo de um alpendre. É entrar no meio de uma briga para tirar eles. É querer estar no lugar deles na hora de uma doença. É não ter o que vestir para vestir eles. É amar verdadeiramente. É lutar. Ser mãe é uma dádiva de Deus”, resume.

 

EXPOSITOR

A Feira da Economia Popular de Caucaia é aberta a produtores locais, empreendedores formalizados e de economia formal reunidos numa área padronizada. Os produtos têm preços populares. São oferecidos do artesanato ao alimento cultivado ou fabricado no próprio município.

 

O produtor que queira expor seus produtos precisa cadastrar-se na sede da Setem. A feira agora acontece a cada 15 dias. Antes, ocorria apenas uma vez por mês. “A Feira da Economia Popular estimula a produção dos microempreendedores caucaienses”, sintetiza a titular da Secretaria, Laís Sales.

 

Mais informações

Telefone: (85) 3342.1852.

Endereço: rua coronel João Licinio, n° 517, no Centro.

Email: secretaria@setem.caucaia.ce.gov.br


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